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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Trilha de 'Lua Nova' mostra novo perfil de vampiros no cinema

Trila da saga 'Crepúsculo' mostra os vampiros da atualidade

Há apenas um ano, vampiros eram uma ameaça - no filme Crepúsculo, certamente, mas também em sua trilha sonora. Se as canções da trilha serviam para avaliar o clima prevalecente entre os jovens adeptos de morder pescoços, o sentimento dominante parecia ser a raiva, em ritmo electro-gótico.

Passado um ano, e agora que o lançamento de um novo filme da série é iminente, o que mudou é que os vampiros, hoje, preferem atacar a si mesmos, e não aos outros.

A trilha de Lua Nova é introspectiva, mais temperada e incisiva que a do filme precedente, que vendeu mais de dois milhões de cópias. Thom Yorke é caracteristicamente infeliz em Hearing Damage, uma canção new wave sem muito balanço, e o Death Cab for Cutie, com Meet Me on the Equinox, oferece uma canção de amor que só podia terminar com o verso "e tudo acaba".

Algumas das canções fazem referências oblíquas aos problemas dos vampiros marginalizados. "Tudo que fiz de errado, tenho certeza de que vou viver muito", diz o refrão de Done All Wrong, um blues seco e efetivo do Black Rebel Motorcycle Club. Mas os vampiros, como os demais desajustados, em geral preferem refletir e se comiserar quanto ao seu sofrimento e ansiar por amores impossíveis.

Roslyn, dueto entre Bon Iver e St. Vincent, é uma canção atraente, etérea, enquanto White Demon Love Song, do Killers, simplesmente cambaleia. Um par de canções por compositoras e cantoras jovens Possibility, de Lykke Li, e Satellite Heart, de Anya Marina, oferecem leveza a um álbum soturno.

Todas as canções são inéditas, mas ainda que os grupos representem diversos gêneros, todos parecem estar seguindo o mesmo modelo. As guitarras todas são graves, urgentes, e unem muitas das canções em uma espécie de zumbido insatisfeito. (Os vampiros não parecem se preocupar muito com ritmo. O único hip-hop é "Solar Midnight", de Lupe Fiasco, disponível como faixa bônus para download.)

Uma exceção notável é The Violet Hour, um flerte otimista e animadinho do Sea Wolf. Em uma coleção que, em geral, parece estar em paz com o lado escuro, a faixa é uma surpreendente indicação de que uma vida vivida sob a luz também pode ter sua graça.

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